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milena11.jpgPerfil da Entrevistada
Nome: Milena Rodrigues Boniolo
Email: milenaboniolo@yahoo.com.br
Data Entrevista: 04 /06 /2007 by Alexandre Mello e Daniel Muniz
Consultoria Técnica: Paulo Abrantes (INTEGRA)

Milena Rodrigues Boniolo cursou Química nas Faculdades Oswaldo Cruz. Apesar da juventude, tem posições bastante firmes em relação ao Universo Acadêmico que conhece bem de perto, e a necessidade da academia rever suas relações com a Indústria, os Setores Produtivos e Sociedade em geral. Reconhecida como pesquisadora de talento extraordinário, MILENA recebeu em maio/07 o Prêmio Jovem Cientista, edição 2006, na categoria graduados, com o trabalho “Uso da casca de banana para tratamento de efluentes radioativos”, que faz parte de seu projeto de mestrado desenvolvido em pesquisa no Centro de Química e Meio Ambiente do Ipen.

 1- Sabemos que os aspectos quantidade e qualidade da água estão relacionados, podendo haver escassez mesmo em condições onde a água é abundante. No chamado primeiro mundo, é crítico o tratamento de efluentes industriais. No terceiro mundo, o problema dos efluentes domésticos. Qual a importância de avançar nesse conhecimento para a conservação dos recursos hídricos e dos ecossistemas e quais as perspectivas para os próximos anos?

A qualidade da água interfere diretamente na qualidade de vida de uma população. Veja o exemplo das doenças de veiculação hídrica e seu crescimento. O país economizaria e MUITO na área da saúde se investisse na melhoria da qualidade das águas. Para os próximos anos, acredito que o Brasil precise sair das “ilhas de conhecimento”, conhecidas como UNIVERSIDADES e possa tornar as idéias um negócio. Isto é, precisamos sair do mundo das idéias (de Platão) e partir para a ação.

O que as pesquisas científicas de caráter estritamente acadêmico mostram-nos é apenas uma impressão da realidade quântica e problemática que está ao nosso entorno. Torna-se cada vez mais útil ter idéias, fazer pesquisas e aplicá-las, como um ciclo que teria a capacidade de fornecer ao nosso país competitividade tecnológica. Parece, infelizmente, que paramos na etapa da pesquisa! Muitas universidades ainda têm caráter mais acadêmico que tecnológico. A indústria e os centros de pesquisa parecem fazer parte de uma verdadeira TORRE DE BABEL, cada um em sua ilha com seus prazos e linguagem próprios. Para que migrem menos cérebros brasileiros é preciso que existam mecanismos de interligação entre a Indústria e a Universidade e que hajam incentivos para este tipo de sociedade.

2- Você considera que hoje, além da falta de cultura de valorização científica desde as escolas, falta cultura ao empresariado, no sentido de investir nas pesquisas desde a sua origem, na academia, contribuindo para as soluções ao invés de correr atrás apensa de “bater metas” de produtividade? Muitos consideram a biodiversidade tropical, por exemplo, uma mina inexplorada, a céu aberto? Que idéias e soluções são possíveis vislumbrar para esse quadro?

Mais uma vez a forma de trabalhar da Academia e da Indústria são totalmente diferentes. Muitos pesquisadores estão bem em suas rotinas, sem pressão ou cronograma. Sua rotina resume-se em publicar alguns artigos e ir a alguns congressos. Já no setor privado existem metas, prazos e cronogramas. Alguns pesquisadores fogem deste tipo de trabalho porque se torna mais cômodo permanecerem no menor nível energético. Os que gostam de desafios e os assumem ainda são minoria dentro da Universidade, infelizmente! A pesquisa deve ter aplicação senão, para que tanta pesquisa? Para fazer um pôster e pendurar em um congresso que poucos frequentarão? Na verdade, hoje a mentalidade no Brasil assemelha-se em, alguns aspectos, a rotina de bombeiros, apagando o fogo, atuando na remediação. Sem prevenção e educação, o custo se torna muito elevado. A biodiversidade tropical tem sido alvo de trajetórias como a internacionalização da Amazônia, o que sou contra. Países desenvolvidos exploraram toda sua biodiversidade e agora que não têm mais nada a ser “explorado” querem a nossa Amazônia. O Brasil não explorou. Mais que isso, vem “detonando” toda a Amazônia por falta de recursos financeiros e de consciência ambiental. Se nossa farmácia tropical for estudada de forma sustentável, não haverá problema algum. O que não pode ocorrer é a plantação de soja, desmatamento (gado ou madeireira) e queimadas.

3- Em termos de aplicação prática do conhecimento científico, segundo sua experiência universitária e docente, qual a proporção existente hoje de pesquisas focadas na solução de problemas ecológicos, digamos, cotidianos, sobretudo no Terceiro Mundo? A ciência ainda esbarra na política?

Existem trabalhos de extrema qualidade realizados por pesquisadores brasileiros, comparados aos do primeiro mundo. Mas, o retorno que muitos gostam de receber não é da aplicação do estudo realizado em questão, mas sim em ter seu trabalho publicado em uma revista científica de Qualis A e ponto.  O pesquisador é julgado e qualificado por sua produção e participação em eventos e periódicos, então faz o que lhe é pedido. Deveriam avaliar os pesquisadores também pela questão da aplicabilidade e do custo do projeto, o que já seria um grande começo. Volto a criticar a postura cômoda de alguns pesquisadores. O jovem pesquisador com ousadia nem sempre é bem recebido nas academias, não tem o perfil necessário e muitas vezes é absorvido por indústrias multinacionais que assolam mais ainda o nosso país como subdesenvolvido. Existem inúmeros trabalhos preocupados com questões ecológicas atuais, que acabam indo parar nas bibliotecas com o final da dissertação ou da tese.

4- Em sua opinião, como o meio acadêmico vê a força das pequenas comunidades de aprendizagem (virtuais ou não), no sentido de espaços para discussões abertas de conhecimento enquanto fator de desenvolvimento humano, digamos, na contramão da banalização tradicional proposta pela Redes de Mídia de Massa e pela Indústria Cultural?

Deveria haver um programa “Por dentro das universidades”, sei lá! O espaço ainda é curto, fala-se mais em pseudo-ciência que em ciência. A mídia mais alarma que informa. Para citar um exemplo, quase todos sabem o que é aquecimento global, mas ainda pensam que as gerações futuras é que sofrerão. Que no cotidiano não tem como nós ajudarmos em nada. Que as autoridades precisam fazer alguma coisa e frases do tipo. Entrando na questão comercial, pode-se questionar sobre o que é rentável exibir numa capa de revista. Quais são os valores que norteiam nosso país? Pra que tanto espaço para escândalos e celebridades “sem cérebro”?

5- Em quatro meses, um Blog iniciante, com um autor que se dedica a escrever assuntos sérios, publicando artigos a cada dois dias, em média, pode chegar a 15 Mil acessos. São milhares de pessoas impactadas, refletindo numa rede de interatividade, a partir de um epicentro formador de opinião. Como você avalia este potencial? E complementando, você tem Blog? Porquê?

Ainda não tenho blog, falta de tempo. Mas estou a pensar em criar um. Trata-se de uma importante fonte de informação e capacidade de divulgação.

6- Não se pode mais teorizar apenas em como a Educação muda as Comunidades mas, em acréscimo, em como as Comunidades mudam a Educação. Você concorda com este argumento?

É uma pena, mas muitas escolas tratam seus alunos como clientes. São os alunos que ditam o horário de entrada e saída das aulas, se vão ou não utilizar uniformes, se o professor trabalhará na instituição no próximo ano letivo, dentre outros. O professor, dentro deste contexto, perdeu seu valor. Mas muitos esquecem da profissão fundamental que é ser professor. Preparar mentes para o futuro é fantástico, é como educar filhos. Se um professor falhar, a sociedade falhará junto com ele !!!! A atividade de um professor reflete nas inúmeras esferas da sociedade. Devemos, claro, resgatar valores culturais das comunidades, respeitar e bio-regionalidade e trabalhar os conteúdos escolares contextualizados.

E assim, a educação auxilia na melhoria de qualidade de vida das populações ao entorno das escolas, como exemplo, com feiras culturais, palestras, eventos artísticos, enfim, a escola (educação) deve contribuir para a melhoria das características das comunidades ao seu redor, deve atuar como agente expansor de conhecimento.

7- Poderia comentar sobre a questão da supersimplificação, onde pessoas acham que ao plantar uma arvorezinha no fundo da escola ou no grupo de escoteiros, só no Dia Mundial do Meio Ambiente, estão contribuindo com alguma coisa?

Realmente, a maioria das pessoas só lembra do meio ambiente na semana do meio ambiente, ou quando assistem desastres ecológicos junto à TV. Acreditam que o meio ambiente é algo separado de SUA vida. Cuidar da natureza é antes de tudo, cuidar de si próprio. Quando me preocupo com a contaminação de algas por metais pesados na água penso em mim também. Se existem peixes trocando de sexo por presença de hormônios na água isso interfere diretamente em minha vida! O caos invadiu a teia de nossas vidas! E muitas pessoas acreditam que a natureza é algo separado de nossas próprias vidas. Algo que eu cuido, que eu planto ou que eu rego, na verdade a natureza somos nós!!! 8-

Para fazer o contraponto, a tendência oposta seria a da superestimulação, onde se introduz na mídia a estratégia do pânico, com o chamado “ecoterrorismo”, travestido de conscientização ecológica, fazendo reportagens catastróficas, talvez com a intenção de vencer pelo cansaço. Como equilibrar essa questão?

A culpa não é apenas da mídia. A população parece “sedenta” por desgraça. Caso contrário não haveria tantos jornais e revistas sensacionalistas. É muito simples culpar grandes veículos de comunicação da mesma forma que culpamos o governo, o prefeito ou a diretora da escola. O que eu faço da informação? Eu, por exemplo, levo toda semana um recorte de jornal para ler, esclarecer e debater com meus alunos, inclusive junto de outros professores. Mesmo nos jornais respeitados há visões errôneas e devemos (principalmente os professores) preparar as mentes do futuro para os questionamentos. Muitos acham que porque está publicado na Folha de São Paulo é verdade. Se o presidente aprovou o biodiesel, então é porque é maravilhoso. Ou ainda que se um cientista da NASA falou, então tá falado. Os jovens precisam aprender a analisar as informações circundantes da mesma forma que analisam a vida dos participantes dos reality shows. Os professores têm função essencial de formar cidadãos críticos e não passivos e vulneráveis à massificação.

9- O cinema e os documentários podem ser o caminho mais eficaz para a compreensão definitiva, sobretudo em camadas mais populares, da relação dinâmica indivíduos-meio?

Acho que sim, desde que sejam filmes e documentários atraentes, que não expressem diretamente a opinião do diretor, mas que levem á reflexão! Uma questão importante: Deve-se dar respostas ou devemos mostrar diferentes opções, com diferentes riscos e custos? O cidadão precisa aprender a escolher o que para sua cultura parece ser o melhor caminho.

10- Como as Universidades têm se colocado diante da clivagem Economia – Ecologia e como reverter esse quadro (antes que ele acabe conosco)?

Acredito que nas Universidades a viabilidade econômica deva ser tão avaliada quanto os aspectos técnicos e teóricos da idéia. Pesquisas brasileiras deveriam solucionar problemas nacionais. Isso é tão óbvio! Hoje, trabalhar a favor do meio ambiente gera lucro. Já existem ferramentas como a gestão ambiental, a ecoeficiência (*) e a contabilidade ambiental (que converte atitudes ambientalmente corretas em valores monetários). Mas aqui, além de problemas como as superpopulações, esbarramos na questão do consumismo. Torna-se difícil não querer trocar de celular, computador ou carro diante das inúmeras “facilidades”. E a sucata eletrônica gerada é enorme! Quer uma boa notícia: Um jovem cientista, Hugo Veit (Vencedor em terceiro lugar na categoria graduado deste ano do Prêmio Jovem Cientista) está estudando o problema. (*) Conceito de ecoeficiência: Ecoeficiência é obtida pela produção de produtos e serviços competitivos, de modo a satisfazer as necessidades humanas com aumento da qualidade de vida, enquanto se reduz os impactos ambientais adversos e o uso dos recursos naturais durante todo o ciclo de vida do produto, em consonância com a capacidade da terra. Sete dimensões da ecoeficiência:

Reduzir a intensidade do uso de materiais em produtos e serviços;
Reduzir a intensidade do uso de energia em produtos e serviços;
Reduzir a dispersão de produtos tóxicos;
Permitir/estimular a reciclabilidade dos produtos;
Maximizar o uso sustentável de recursos renováveis;
Estender a durabilidade dos produtos;
Aumentar a intensidade dos serviços.

Tabagismo

[Este artigo do meu amigo Eduardo Martins foi publicado originalmente no jornal A Gazeta do Iguaçu - Coluna do Leitor - dia 31/05/2007]

Dia 31 de maio é o Dia Internacional de Combate ao Fumo. E nada melhor do que ouvir a opinião de quem mais entende do assunto no Brasil: o médico, certo? Errado!

O médico quando completa sua graduação, muitas vezes não atina para o grave problema do tabagismo na população em geral. Seja pela inexperiência, seja pelo fato de ter o vício: 1 em cada 4 médicos brasileiros é fumante. Esta falta de exemplarismo revela total desserviço ao fumante, órfão de exemplo na hora de receber assistência médica, inclusive de pneumologistas.

O fumante sabe que 4.700 substâncias tóxicas estão presentes no cigarro. Sabe também que o cigarro dá câncer, mata, e que sua fumaça mata os outros também. Um caso conhecido é o paciente que colocou cinco pontes de safena, sem história familiar, atleta, mas com uma esposa tabagista “invertebrada” como se diz nos bastidores hospitalares: 3 maços por dias. O pior do cigarro não é matar, é como ele mata: aos poucos, tirando funções vitais como a respiração, circulação, metabolismo, etc. Médicos convivem com enfisematosos em enfermarias e CTIs, e nem por isso conscientizam-se o suficiente para largar o vício. Ou seja, fatos não mudam hábitos!

O cigarro é pior que a cocaína e outras drogas ilícitas. Semelhante a um câncer indolente, muitas vezes seus males não são percebidos de imediato pelo paciente. Todo tabagista é uma pessoa doente que sofre de tabagismo, uma doença grave e fatal. A droga ilícita na maioria das vezes, destaca o drogado da sociedade, retira-o da profissão, e exige decisão rápida para mudar o rumo da vida, como um câncer agressivo que exige intervenção imediata. O tabagista vive na sociedade, é aceito e muitas vezes admirado como profissional de presente e futuro brilhante, e o que é pior, pode ser um modelo!

Recentemente, o protagonista do tabagismo no Brasil, presidente da maior companhia de tabaco do país, deu uma entrevista ignóbil a uma grande revista brasileira, com seu cigarro na boca, dizendo-se pai de três filhos e afirmando que fumar é um risco. Falar sem pensar é um risco. As respostas prontas do por que se fuma são ainda mais reveladoras do que o cigarro faz com a mente humana, e apenas demonstram que por trás dessas maquiagens empresariais estão toda sorte de hipocrisias tanatofílicas, maquiadoras dos malefícios do tabagismo.

Há 12 anos, a maior indústria americana de tabaco aumentava seu capital no Brasil não mais com cigarros, mas sorvete, um alimento. Pergunta-se: se você comer alimento estragado em um restaurante, passar mal, for para o CTI (diária de no mínimo R$ 2.500) quem vai pagar a conta? Um produto lhe fez mal, lhe trouxe uma doença grave, houve custos com remédios, equipe médica e hospital, e a culpa foi sua por ter escolhido aquele produto? A maioria dos tabagistas doentes de hoje foi iludida nas décadas de 60, 70 ou 80, quando não se sabia dos males do tabagismo. Hoje, a indústria do fumo deve pagar por isto.

Definitivamente, a convivência diária com o paciente tabagista é assustadora. É preciso ser franco: tudo o que se arrecada de impostos com o tabaco não paga as doenças que ele gera, até porque não há esse repasse direto. Em outras palavras, o cigarro gera um rombo no orçamento da saúde, pois a morte indolente é muito mais cara do que a rápida. Um paciente, recentemente, revelou que fumou por 40 anos 2 maços/dia. Ele não tem carro e vive de aluguel, mas baforou R$ 73.000, ou R$ 5 por dia, sem inflação nem juros! Numa vida de 4 décadas fumando, o que ele fumou não há dúvidas que lhe daria um carro e um teto na moeda de hoje! É um cardiopata crônico grave, enfisematoso, sofre de insuficiência vascular periférica e anda de ônibus!

Aos tabagistas, resta o discernimento. Vale mais parar de fumar cedo, apostando na própria saúde, do que deixar para depois e buscar brigas judiciais à beira do leito!

Eduardo Martins - Cardiologista do Hospital Prontocor – Especialização em Cleveland (Ohio, USA) – cardiologiaedu@terra.com.br

Senso crítico

Bom exemplo: Literatura das Testemunhas de Jeová

Fozblogs

arrow.jpgSe te interessa, aí vão links para 6 blogs, sendo 5 de Foz do Iguaçu e um que tem notícias da cidade (boca maldita). Se não te interessa, fazer o quê? Já foi.

Fora estes tem os ali dos links: Fábio Ferrari, Yuri Haasz e Sopa Brasiguaia.

Tudo na ordenação alfabética pra não dizerem que dei valor pra um em detrimento de outro. Todos publicam e comentam noticiário.

1. http://www.bocamaldita.com

2. http://blogdefoz.blogspot.com/

3. http://elsonmarques.blogspot.com/

4. http://jacksonlima.blogspot.com

5. http://www.linguaditrapo.com

6. http://notasdoturismo.blogspot.com

12/03/2007 – 18h04
Franceses lançam campanha contra ‘jogo de asfixia’

Daniela Fernandes,de Paris

lenco12.jpgUma campanha lançada nesta segunda-feira na França alerta para os riscos de uma prática que está se tornando cada vez mais freqüente nas escolas do país: o “jogo do lenço”, em que crianças e adolescentes brincam de se estrangular para sentir alucinações causadas pela falta de oxigenação e de irrigação sangüínea no cérebro.

Centenas de mortes desse tipo já teriam sido registradas na França, com uma média de dez enforcamentos fatais por ano, de acordo com a Associação de Pais de Crianças Acidentadas por Estrangulamento (Apeas, na sigla em francês).

A campanha televisiva, lançada pela associação, mostra os rostos de 25 crianças e jovens e diz que “eles brincaram o jogo do lenço, como centenas de outros, e morreram por causa disso. Acabemos com esse desastre”.

A maior parte das vítimas é adolescente, mas há também crianças de apenas sete ou oito anos.

“Tomate”
Não existem estatísticas oficiais sobre o número de vítimas fatais ou de crianças e jovens hospitalizados em unidades de emergência por causa da “brincadeira” de enforcamento.

Mas um levantamento realizado em mais de 400 colégios franceses pelo professor Grégory Michel, psicoterapeuta do hospital infantil Robert-Debré, em Paris, revela que 12% dos alunos afirmaram já ter praticado o jogo do estrangulamento.

Essa prática já teria início nas escolas maternais, segundo a associação Apeas, com a brincadeira chamada “jogo do tomate”, em que crianças brincam com a respiração para ver quem fica com o rosto vermelho mais tempo.

Com um pouco mais de idade, a “brincadeira” passa a ser feita por meio da compressão do pescoço, fazendo pressão nas artérias carótidas, que levam sangue ao cérebro.

Em casa
Normalmente, os acidentais fatais acontecem quando o adolescente reproduz sozinho, em casa, o “jogo” praticado por colegas na escola.

Ao tentar praticar sozinho o estrangulamento com lenços, cintos ou até mesmo cordas, ele perde o controle dos movimentos após começar a sofrer convulsões e acaba se enforcando.

A falta de oxigênio no cérebro causa perda da consciência, com alucinações e uma espécie de prazer, efeitos normalmente provocados pelo consumo de drogas.

O Ministério francês da Educação também lançou uma outra campanha preventiva contra “jogos perigosos” nas escolas, destinada especificamente a professores e a pais de alunos.

O Ministério afirma que a campanha tem o objetivo de ajudar os adultos a identificar mais rapidamente sinais de que crianças e adolescentes estariam praticando o “jogo do lenço”.

Marcas vermelhas no pescoço, mudanças de comportamento ou a descoberta de um lenço ou cinto que a criança quer usar regularmente seriam alguns sinais de comportamento de risco, segundo o ministério.

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