Lavagem cerebral, segundo o dicionário Aurélio, é o “método pelo qual, por meio de cansaço sistematicamente produzido, de agentes químicos, persuasão e doutrinação, se procura converter pessoas privadas de livre determinação de sua vontade, a um credo, em geral político, que não abraçariam se estivessem em liberdade”. A liberdade aqui é aquela de pensar e concluir com os próprios recursos (raciocínio, inteligências, conhecimento adquirido e verificado).
Certos discursos (ideológicos, meios de indução ao consumo, estratégias de convencimento e outros), têm por finalidade exclusiva criar hábitos mentais, idéias fixas que inibem e tendem a eliminar o senso crítico das pessoas. Como exemplo, temos o filme “Sob Suspeita” (com Gene Hackman e Morgan Freeman). Esta ficção faz a pessoa mais atenta repensar quais os próprios hábitos mentais mantidos em substituição à realidade.
Assistindo ao filme o espectador pode chegar a perguntar para si mesmo qual o motivo de terem feito um roteiro no qual se repete dezenas de vezes o mesmo assunto. O mesmo espectador pode já estar até convencido de que a história contada (e repetida) é a melhor abordagem dos fatos, ou a mais fidedigna.
Podemos destacar, neste caso, duas observações:
1) O filme retrata a lavagem cerebral realizada sobre alguns personagens.
2) O filme faz uma lavagem cerebral quase instantânea (em poucos minutos) nos espectadores.
Neste ponto que podemos levantar duas questões:
1) Se em pouco mais de uma hora ficamos convencidos das “verdades” contidas no filme, quantas outras lavagens cerebrais sofremos no dia a dia sem percebermos?
2) E mais: quando acreditamos cegamente em algo, quem está nos manipulando? Por que?
Achei a dica do filme válida. Não conhecia, mas vou assistir.
Veja que interessante, você me influenciou, é fato. Mas isto não implica em lavagem cerebral, porque fiz minha escolha. Como você disse. liberdade é a palavra chave, no caso.
Pelo que tenho estudado, até mesmo em ambientes acadêmicos, acho que as redes de BLOGs são meios promissores para se pensar a cidadania, na promoção de uma cultura emancipatória geral.
O problema todo da midia é o ‘agenda setting’, isto é, a suposição de que o povo quer mesmo é entretenimento e besteirol relax. Qualquer coisa mais séria, não ‘entra’.
Mãos a obra, então.
Alexandre